Os Dois filósofos trataram de analisar o que cria e como se da a criação das relativas verdades em paralelo com o que de fato é real. Bacon em sua teoria de critica aos ídolos elaborou quatro modelos de alienação utilizada pelo ser humano relativo ao conhecer e o desconhecer a verdade dos fatos. Conceitos e opiniões que se manifestam de forma abstrata ou concreta em decorrência do inatismo, ou ideias adventícias segundo Descartes. Isso pode ser mudado se a natureza humana for transformada. Os ídolos da caverna, baseado pelo mito da caverna de Platão são criados por erros de tradução dos sentidos humanos. Ver e não interpretar o que se ver, sou seja, ver e não enxergar. Ouvir e não escutar. Existe também a teoria onde Bacon Explicita os ídolos do fórum. Neste a critica se embasa nos centros de debates e discussões em fóruns romanos , onde são criados conceitos por influência da relação social que envolve indivíduos. Esse caráter é presente hoje ainda, e um bom exemplo é a sala de aula. Nelas há uma reprodução de supostas verdades explicadas e consideradas. Também é valido comparar a sala de aula no aspecto de ídolos de teatro. O silencio dos futuros advogados podem ser representados pela passividade do teatro, onde a receptação é de conceitos e teorias pre-conceituadas como verídicas. Verídica nesse caso são as nossa transgressões, onde, mesmo que ocultas, são mais reais do que nós mesmos . Os professores representam as autoridades que, de uma certa forma observada, possuem uma teórica autoridade Onde suas verdades são inquestionáveis, são as verdades. Aplicar a teoria da razão na prática, controlar nossas traduções de mensagens e compreensões de temas, em suma, analisar todo em volta, social e politicamente. Soberba é estagnação e acomodação, aceitação de um estado: o da vegetação em seu mundo construído e supostamente visualizado. Soberba é moda, tão certa como o hoje amanhã será passado. A soberba passa e seus soberbos, mas quem se reconhece de fato enxerga o quão forte é e frágil fica, e em atitudes ricas permanecem nas memórias dos séculos. Reforma é um caráter humilde e nobre que pode proporcionar um avanço, quiçá para um pedaço da verdade pura. A perfeição do homem é reconhecer sua infinita ignorância.
Assim como Bacon, Descartes reconhece que há maneiras de se vencer a desvinculação com o real, embora seus conceitos se revelem distintos na explicação, embora debatam as mesmas coisas. Para ele, erros se materializam, mesmo que em teorias, em conduções que direcionam erroneamente para extraviar o homem em busca da verdade, onde há neste caso uma negligência em se analisar os fatos e comprova-los como falsos ou não. O preconceito é tanto barreira para a razão que se materializa em verdadeira escravatura. Os Juízos de futuros juízes podem ser movidos pela precipitação e com isso podem acarretar resultados não tão justo. Para resolução de tais questões pandêmicas na casa do homem foram elaboradas por Descartes os Métodos. Métodos que visam reconstruir ideias e pensamentos preconcebidos, técnicas de controle mental e suas elaborações, usar modelos de aprendizados que se apresentem seguros em termos vigiados para evitar desvios de direção/razão e esses modelos e conhecimentos e descobertas seguras venham ser aplicados de tal maneira que o homem se torne “senhor da Natureza”. A critica é feita aos conhecimentos sensíveis às percepções humanas e os conhecimentos herdados, que podem possuir uma raiz “corrompida de veracidade”. Bela critica foi elaborada, e por incrível que pareça, criticas essas direcionadas às tradições, aos métodos de estudos comuns e à escolas. Fácil é se manifestar risos ao se ver como se aproximam Descartes e Bacon, embora aparentemente longe( o aparente que, com desconstrução, pode proporcionar um galgar). O Discurso do método tem caráter certo, de fácil compreensão e de grande alcance segundo quem elaborou -na. A duvida metódica pode se virar contra o próprio Descartes, pois duvido do que digo e do que dizem, inclusive do que dizem sobre ele e se seus métodos são eficientes para tal obtenção de conhecimento. Antes, prefiro não regrar o filosofo como errante, pretendendo conhecer o que foi escrito sobre.
Descartes e seu empirismo o fez, de uma maneira singular, buscar a verdade pelo bom senso. Louvável atitude de duvidar das verdades didáticas universitárias, ele buscou a verdade em si e em suas observâncias corriqueiras. As reformas cartesianas solitárias refletem na graça do não andar mal acompanhado e o bem se prover. A própria verdade pode ser vítima da duvida nesse aspecto para depois ser considerada como tal. Em La Fleche, escola de Jesuítas, Descartes teve a boa observação de duvidar da educação Católica que recebera. A cultura, por poder ter se perdido no caminho em suas construções, não é pressuposto de verdade e sua legitimidade pode ser tão somente a incerteza não visível. O mais racional não precisa ser certamente o mais eficaz. O pouco racional, em sua pouca racionalidade, pode ultrapassar os liames das criticas mais eficazes até então e anos de estudos e teorias com uma só reflexão. O método é de Descartes! Se faz necessário, em singulares experiências de vida, cada um buscar o seu método da verdade. “Toda carteira de identidade nacional é padrão em design, a digital é a marca do ser”.
No mundo paralelo das suposições e mentiras não descobertas apresentadas como verdades, a arte da convenção e o sofismo de cada instante se manifesta como descobertas que, de fato, é. Sendo desta forma ou de outra, todas giram em torno da vida e a vida possui suas interpretações. Os fundamentos que firmam as verdades são relativos. A verdade é relativa e sua mentira pode ser a felicidade de outrem. Tudo pode ser mentira e tudo pode ser verdade. Seja na monótona paz da universidade ou na louvável atitude de guerra. Onde o espirito se confortasse essa era a verdade particular, independente das teorias apresentadas. O caráter de poder e ter como dadiva o pensar o faz ser existente.
Bacon adverte sobre quatro ídolos que enganam o homem. Na interpretação da natureza e do reino humano o filosofo adverte sobre as supostas verdades e instrumentos que bloqueariam a razão. Com isso rompeu com as técnicas lógicas tradicionais e descreveu métodos para se buscar a verdade.
A verdade é tão relativa quanto a Graça de eu ser único ( meu DNA que o diga). A diferença, por se apresentar de maneira única, pode ser considerada estranha para quem a julga. Nem tudo que é estranho é descartável. Melhor é a estranha verdade que a reproduzida mentira que é relativa a cada um. A graça de uma boa vida é a plena certeza em si de ter feito seu papel em sua existência, mesmo que não se eternize nas lembranças da história! Tudo isso ou nada disso e suas formas diversas de raciocinar os fatos em volta é a tal vida e suas conclusões. A graça do ser humano é ser o que é, seja para a vaidade do reconhecimento ou para o reconhecimento da vaidade. Em um só caminho pode ser enxergado vários e os vários meios podem ser somente um. Nisso só um filosofo diz ser a verdade: Jesus Cristo. Para uns é loucura, para outros é louvor. Assim somos diferentemente iguais.
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