Enquanto houver tempo, haverá esperança.
E se o tempo findar com o temível, terei no povir
desconhecido, porém verbalizado, a Paz de que usei a arma que não visualizaram. São
armas abstratas, que me fizeram escrever quando não tive inspirações. São
abstratas porque não são reconhecidas, mas encarnam a realidade de um destino.
E quando meus amigos foram minhas lagrimas, a pura atmosfera me assistiu. Nem
desta forma ou rodeado por uma multidão não me envergonhariam os meus atos, mesmo
que somente lagrimas fossem. De um aplauso à uma acusação, forte é aquele que
se admite em quaisquer circunstâncias. Não me envergonho de mim, nem do que sou,
pois sou fruto do que um dia escolhi, e o que escolhi foi ser um autocrata
que, embora veleje uma embarcação, sopra
seus próprios ventos. E com isso só reconheço uma coisa, não sou suficiente em
mim. Não chegaria até aqui sem Deus, meus
amigos, familiares. Sendo determinado, parece contraditório, mas eu não um todo. Sou uma
parte. Somos um Total, somente, eu e você, que lê este desabafo. E nessa
socialização me sinto envolto no calor humano, sem abrir a boca me sinto
acolhido de atenção. As palavras tem o poder de mover e de parar o mundo. O movimento
da terra é a rotação, mas ela superou suas expectativas. A terra circula o sol.
Precisamos superar nossos vislumbres se quisermos vencer. O olho da terra não
viu o outro lado do universo se não o ultrapassasse. E o calor que poderia ser
incomodo aqueceu-a. A terra respeitou os limites, que não eram seus. Soube qual
é seu espaço desde o inicio, sabendo que, mais perto, consequentemente se
torraria. Hitler não respeitou espaços e em vez de dominar o mundo morreu, por
que não se dominou, apenas se determinou a algo que não era da sua capacidade.
Não adianta ir além da humanidade. Nós temos uma vaidade por natureza. O domínio
não é a consequência dos vencedores. Quem lidera se constrói com seus
liderados. Mais bela é a vitória conjunta do que a possessão. E quando estamos
sós? Enxergamos errado. Em nós há mecanismos que nos fazem ir além daquilo que
reconhecemos, e só desvenda seus limites quem tem coragem de romper barreiras. E
as primeiras barreiras estão em nós, que não dizem respeito somente a nós. São aquelas
que desvalorizam o nosso próximo. Em cada universo paralelo nos superamos,
dominamos a fera dentro de nós, para ser gentil e afinado com a socialização
necessária. Afinal, ninguém vence sozinho, e o egoísmo sempre foi a arma usada
pelos arrogantes. E essa mesma arma os matou.
DEUS seja Louvado. Everson Cordeiro.