sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


Quando espero uma solução, o tempo parece parar, ou se prolongar. Na espera, aquilo que deveria ser aliado, nós fazemos ser causa de angustias e impaciências: o inflexível tempo. A possibilidade de amadurecimento vem com as estações, e a mais simples natureza a compreende melhor que nós, conhecedores da cronologia. As plantações, os frutos, já compreenderam que para nascerem há uma determinada época. Para amadurecerem existe um momento correto. Esse é o tempo de amadurecermos para os bons momentos, que são bons propósitos. Que são bons por natureza. Contamos os dias, mas não os tempos, e as oportunidades “voam, e escorrem pelas mãos”. O tempo é como uma tempestade. É inflexível, é impetuoso por natureza. O tempo é o que é, e feliz aquele quem se alia a ele, fazendo deste seu amigo. O tempo esta passando. Quem já perdeu um próximo, um querido, guarda em memoria aquilo que o tempo lhes proporcionou. E o relógio para alguns não tem mais utilidade. Nós temos tempo de rever o passado que produz o nosso presente, que trará um possível futuro. Deus nos ajude a enxergar o que somos, que Ele nos ajude. Pois, assim como o tempo levou alguns, poderá levar uns outros que estão hoje do nosso lado. Poderá trazer para bem próximo outros que aprenderemos a amar. E em momentos diversos,  podemos aprender a valorizar o amor. O amor é aquele que se apresenta todos os dias, querendo uma oportunidade de nos ensinar. O amor é tão paciente que não é entendido, e por isso desprezado. O amor é a arma contra a arrogância, mas a arrogância é mais acolhida do que ele. O amor um dia nos ensinará a valorizar o que merece ser guardado como primícias dentro do nosso frágil entendimento.

Observem os oprimidos. Eles compreendem o valor do afeto. Observem os enfermos, pois eles compreendem o valor da saúde. Quando não podemos sair de nossas casas aprendemos o valor da liberdade. Olha os que passam fome. Eles valorizam o pouco de alimento que tem, quando possuem a oportunidade de alimentar-se. Olhem para os pais, que com garra, cuidado e amor nos mostram o caminho que negligenciamos. Olhem para o amor de DEUS. Este que se atenta para nós em todos os instantes, e nós o retribuímos com pecados. Assim somos. Andarilhos em errar.

Feliz aquele que deixa de lado o que não soma, e se apaixona por aquele que multiplica benevolências. Falo no singular, falo feliz e não felizes,  pois considero feliz o conjunto de pessoas que compreendem o que é um objetivo comum, e em diversas percepções querem e encontram a felicidade.  Se somos amados, por educação devemos amar. E amar também é dar valor àquilo que de fato merece ibope. E o tempo passa, mas deu tempo, e dá no presente momento a possibilidade de aprendermos. Só não sabemos se ele dará aquilo que, por muitas vezes hoje, descartamos.





Interessante é o modo em que as pessoas se preocupam com tantas futilidades, enquanto temos problemas reais para nos preocuparmos.

Ingrid Perdigão



Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

Geraldo Vandré