Quando espero uma solução, o tempo parece
parar, ou se prolongar. Na espera, aquilo que deveria ser aliado, nós fazemos
ser causa de angustias e impaciências: o inflexível tempo. A possibilidade de
amadurecimento vem com as estações, e a mais simples natureza a compreende
melhor que nós, conhecedores da cronologia. As plantações, os frutos, já compreenderam
que para nascerem há uma determinada época. Para amadurecerem existe um momento
correto. Esse é o tempo de amadurecermos para os bons momentos, que são bons propósitos.
Que são bons por natureza. Contamos os dias, mas não os tempos, e as
oportunidades “voam, e escorrem pelas mãos”. O tempo é como uma tempestade. É inflexível, é impetuoso por natureza. O tempo é o que é, e feliz aquele quem se
alia a ele, fazendo deste seu amigo. O tempo esta passando. Quem já perdeu um próximo,
um querido, guarda em memoria aquilo que o tempo lhes proporcionou. E o relógio
para alguns não tem mais utilidade. Nós temos tempo de rever o passado que
produz o nosso presente, que trará um possível futuro. Deus nos ajude a enxergar
o que somos, que Ele nos ajude. Pois, assim como o tempo levou alguns, poderá
levar uns outros que estão hoje do nosso lado. Poderá trazer para bem próximo outros
que aprenderemos a amar. E em momentos diversos, podemos aprender a valorizar o amor. O amor é
aquele que se apresenta todos os dias, querendo uma oportunidade de nos
ensinar. O amor é tão paciente que não é entendido, e por isso desprezado. O amor
é a arma contra a arrogância, mas a arrogância é mais acolhida do que ele. O amor
um dia nos ensinará a valorizar o que merece ser guardado como primícias dentro
do nosso frágil entendimento.
Observem os oprimidos. Eles compreendem o
valor do afeto. Observem os enfermos, pois eles compreendem o valor da saúde. Quando
não podemos sair de nossas casas aprendemos o valor da liberdade. Olha os que
passam fome. Eles valorizam o pouco de alimento que tem, quando possuem a
oportunidade de alimentar-se. Olhem para os pais, que com garra, cuidado e amor
nos mostram o caminho que negligenciamos. Olhem para o amor de DEUS. Este que
se atenta para nós em todos os instantes, e nós o retribuímos com pecados.
Assim somos. Andarilhos em errar.
Feliz aquele que deixa de lado o que não
soma, e se apaixona por aquele que multiplica benevolências. Falo no singular, falo
feliz e não felizes, pois considero
feliz o conjunto de pessoas que compreendem o que é um objetivo comum, e em
diversas percepções querem e encontram a felicidade. Se somos amados, por educação devemos amar. E amar
também é dar valor àquilo que de fato merece ibope. E o tempo passa, mas deu
tempo, e dá no presente momento a possibilidade de aprendermos. Só não sabemos
se ele dará aquilo que, por muitas vezes hoje, descartamos.
Interessante é o modo em que as pessoas se preocupam com tantas
futilidades, enquanto temos problemas reais para nos preocuparmos.
Ingrid Perdigão
Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora,
não espera acontecer.
Geraldo Vandré
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