1989... Cai um muro...
Beligerantes, em desordem, crescendo em astucia. O que seria fria ganhava a oportunidade para afoguear-se. Em papeis, em mãos dadas, e encontros, se explicitava aquilo que, até então, poucos entendem, e todos assistem. Onde um muro se declina, uma desordem se instala.
É um espetáculo mundial. O plantão gerou a informação, a informação generalizou os povos. Os encontros e presenças foram substituídos por uma abstração nunca vista até então. As Redes pegaram muitos tubarões. E quem entende são os autores, os eruditos dos Impérios. Os escritores do progresso e da história. É um positivismo para poucos. São musicas, sim, que a partitura é uma dadiva, perspicaz e sutil, porém é a máquina geradora de um verdadeiro ecossistema contemporâneo, cega a todos, pois se esse se desenrola em inesperados modelos, aperfeiçoa os sentidos de quem se adapta à eles. Quem lê só entende. Quem experimenta a informação melhor, incorpora. Quem incorpora realiza. Quem lê se engana. São as exigências deste século. Esta é uma saudação vertical. E por que não um parabéns sinônimo da lograda situação? Não se pode apreciar o que se acha que se perde. E quando há a consciência que resta, há uma venda por interpretação errônea e ludibriada do que se acha que foi perdido. E nesse emaranhado de lixo desce a massa pelo canal que os caracteriza. E enquanto nela, não admito seu valor, porém reconheço sua função. Função essa de fazer a maquina girar, e para confuso interpretar, que os torna a cegar os olhos. Esse é o mundo das separadas tribos... Seleção dos já condenados. Ostentação da geração dos muros. Alegria do domínio,... peregrinação dos subservientes.
E a função do Morfeu novamente se aplicou.
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